Por que não devemos perdoar |
“A culpa passa e precisa passar. Na Terra, a culpa é transitória. Como tudo nela, também passa, depois de algum tempo.” – Bert Hellinger no livro O amor do espírito, página 73A existência de um culpado requer que alguém seja inocente. Isso parece lógico mas não é necessariamente verdade, pois a culpa e a inocência podem ter raízes profundas e diferentes do que se conhece ou se acha possível. A abordagem fenomenológica das constelações familiares conforme o trabalho original de Bert Hellinger é muito reveladora neste sentido pois não se limita aos culpados e aos inocentes: ela considera as dinâmicas ocultas nos sistemas familiares dos envolvidos. Por exemplo: alguém que sofre uma aparente injustiça pode estar emaranhado em seu sistema familiar tentado quitar uma dívida de um antepassado, e alguém que comete uma agressão pode ter esse comportamento por lealdade a um membro da família que foi excluído no passado. É por isso que não podemos simplesmente “perdoar” alguém: pois quem perdoa outra pessoa coloca-se em uma posição arrogante de superioridade sem saber o que está acontecendo de verdade. “Os efeitos do perdão são especialmente nocivos quando a vítima absolve o agressor de sua culpa, como se tivesse o direito de fazê-lo”, diz Bert Hellinger. Quando uma pessoa se posiciona como totalmente inocente e com o direito de perdoar, muitas vezes tem vontade de fazer mal ao seu agressor, igual ou pior do que ele fez. E assim torna-se também um agressor. Por isso tomamos muito cuidado com esse perdão baseado em julgamentos que cria mais conflitos e não permite o desenvolvimento. A constelação familiar feita de forma correta e de acordo com as Ordens da Ajuda pode promover uma solução mais equilibrada, pois dá a oportunidade para os envolvidos reconhecerem suas responsabilidades e agirem de acordo com as suas possibilidades para a reparação do dano ou para a reconciliação. Este é o perdão verdadeiro e reparador. “Quando a vítima percebe a chance de um recomeço, proporciona liberdade e alívio ao ofensor. De todos os diferentes tipos de perdão, talvez esse seja o mais belo porque reconcilia”, diz Bert Hellinger.Se você quiser saber mais sobre a constelação e as imagens internas, entre em contato conosco: com Marilise Einsfeldt AQUI e com Marcos Alexandre AQUI Texto de Marcos Alexandre. Reprodução permitida com crédito para o Boletim CONSTELAR de Marilise Einsfeldt Assista à live sobre este tema |
